terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Marisa Monte "Barulhinho Bom" Discos


Marisa Monte
Barulhinho Bom: Uma Viagem Musical
EMI, 1996.

O álbum duplo "Barulhinho Bom" de 1996, que trazia regravações dos antigos sucessos entre outras canções inéditas e consagradas, resultado do show originado do álbum de estúdio anterior. Barulhinho Bom também provocou grande polêmica pela capa, um desenho do artista pornô-naif Carlos Zéfiro, censurada nos EUA. Este CD marcou uma aproximação maior com o mundo do samba carioca, com as diversas escolas e gerações.

Lista de Músicas

Disco 1 (Ao Vivo)
"Panis Et Circenses"
"De Noite Na Cama"
"Beija Eu"
"Give Me Love (Give Me Peace On Earth)"
"Ainda Lembro"
"A Menina Dança"
"Dança Da Solidão"
"Ao Meu Redor"
"Bem Leve"
"Segue O Seco"
"O Xote Das Meninas"

Disco 2 (Em Estúdio)
"Arrepio"
"Magamalabares"
"Chuva No Brejo"
"Cérebro Eletrônico"
"Tempos Modernos"
"Maraçá"
"Blanco"
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domingo, 16 de dezembro de 2007

Être et Avoir "Cine Francês"


Cine Francês
Être et Avoir(Ser e Ter)

É um documentário francês de 2002, dirigido por Nicolas Philibert. Este documentário mostra a relação entre aluno e professor, ele é o amigo, a família, o educador, o mentor. Vemos que o professor mantém uma relação de amor, compromisso e amizade com os alunos. O documentário mostra a vida de uma escola primária em uma comunidade francesa de Saint-Étienne Sur Usson, Puy de Dôme, com uma população de mais de 200 pessoas. Essa escola foi escolhida entre mais de 300 e se tornou a ideal para o diretor. A escola tem uma pequena sala de aula com alunos em diferentes idades e etapas de vida, ajudados e guiados pelo professor Georges Lopez. Elenco principal do filme formado pelas crianças, Alizé, Axel, Guillaume, Jessie, Johann, Jojo, Julien, Laura, Létitia, Nathalia, Olivier e o professor Georges Lopez. Um documentário que toca pela expressão e pelo natural de seus atores a câmera presente não modifica em nada a realidade presente nas crianças.

Trecho do Filme..

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Sophie Scholl "Cine Alemão"




Cine Alemão
Sophia Scholl
Uma Mulher Contra Hitler
Sophie Scholl "Os Últimos Dias ou Uma Mulher Contra Hitler"
Sophie Scholl "Die letzten Tage"

Lançado em fevereiro de 2005 o filme conta a história de Sophie Scholl, interpretada pela atriz alemã Julia Jentsch já conhecida pelo filme "The Edukators", nascida em 20 de fevereiro de 1978 em Berlim, é filha de advogados e toca piano. No filme ela fica idêntica a Sophie trocando seus cabelos loiros pelos cabelos negros de Sophie.

Sophie Magdalena Scholl nascida em 9 de Maio de 1921, e guilhotinada em 22 de Fevereiro de 1943, era membro da Rosa Branca, movimento de resistência antinazista. Foi condenada por traição e executada na guilhotina. É conhecida como uma das poucas alemãs que se opuseram ativamente ao terceiro reich durante a Segunda Guerra Mundial e é também vista como um mártir.

A Rosa Branca
No início do Verão de 1942, Sophie Scholl participou da produção e distribuição de panfletos da Rosa Branca. Foi presa em 18 de Fevereiro de 1943 enquanto distribuia o 6º panfleto na Universidade de Munique. Os panfletos eram redigidos e depois copiados sendo, depois, entregues em caixas de correio nas casas de grandes cidades da Baviera (berço do movimento nazista). Esses planfletos continham trechos apocalípiticos da Bíblia, para impressionar. Sophie, seu irmão, Hans School, e mais um universitário, Christoph Probst, foram presos em 22 de fevereiro de 1943, depois que o reitor da universidade de Munique os surpreendeu distribuindo esses panfletos no pátio da universidade. A Gestapo os prendeu, os julgou em menos de quatro horas e os decapitou no mesmo dia.

Desobedecendo ordens superiores, os carcereiros deixaram os jovens reencontrarem seus pais antes de encontrarem o trágico destino dos opositores ao nacional-socialismo, a morte. Os três são hoje tidos como heróis nacionais alemães. É bom lembrar que, entre fevereiro e outubro de 1943, foram mortos ainda mais 50 integrantes do movimento Rosa Branca.

Trecho do filme..

video
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terça-feira, 6 de novembro de 2007

La Vela Puerca "El Viejo"

La Vela Puerca " El Viejo"
Videoclipe gravado do canal VAVA em 2001. Música "El Viejo" tirada do álbum "De Bichos y Flores", um clássico do La Vela Puerca.


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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

La Vela Puerca "De Bichos y Flores" Discos


La Vela Puerca
De Bichos y Flores
Universal Music, 2001.

La Vela Puerca é uma banda de rock uruguaia que mistura diversos ritmos, formada na cidade de Montevidéo. Nesse disco estão os clássicos da banda, "El Viejo", "El Huracán", "Burbujas" e "Por Dentro". O La Vela é uma das minhas bandas preferidas, a primeira música e videoclipe que conheci foi o de "Madre Resistencia" do disco "Deskarado" que escutei na MTV Latino em 2001.

Lista de Músicas

1. Por La Ciudad 3:01
2. Por Dentro 2:36
3. El Viejo 3:07
4. El Huracán 3:51
5. Contradecir 4:08
6. El Profeta 3:11
7. Potosí 3:13
8. Mañana 2:27
9. El Ojo Moro 2:21
10. José Sabía 3:20
11. Rebuscado 2:50
12. Burbujas 4:01
13. De No Olvidar
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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

El Regreso de Soda Stereo "Me Verás Volver"

El Regreso de Soda Stereo "Rock Argentino"
Soda Stereo, ícone do rock argentino, anuncia retorno às atividades
Após dez anos Soda Stereo volta à ativa 19 de Junho de 2007


Após dez anos e muitas especulações os argentinos da banda Soda Stereo resolveram ceder aos apelos dos fãs a fazerem uma turnê de reunião. No dia 9 de junho de 2007, o Soda Stereo anunciou oficialmente a sua volta. A turnê se chamará "Me Verás Volver" e começa com duas apresentações no estádio do River Plate nos dias 19 e 20 de outubro deste ano. Em seguida a banda pretende passar por algumas das principais cidades latino americanas e também pelos Estados Unidos. Shows no Brasil ainda não foram sequer cogitados e para 2008, a princípio, eles pretendem voltar para suas respectivas carreiras solo.

Influenciados por bandas como The Police e Television, Gustavo Cerati (guitarra e voz), Zeta Bosio (baixo e voz) e Charly Alberti (bateria) formaram o Soda Stereo na cidade de Buenos Aires em 1982. Ao longo de 15 anos de carreira a banda lançou sete albuns de estúdio e três trabalhos ao vivo. Em 1997, devido a problemas internos, o trio decide encerrar às atividades. A canção "De Música Ligera" é o maior hit da carreira do Soda Stereo ganhando inclusive duas versões em português: "De Música Ligeira" gravada pelos Os Paralamas do Sucesso no disco "9 Luas", de 1996 e "A Sua Maneira" gravada pelo Capital Inicial no disco "Rosas E Vinho Tinto", de 2001.

La Historia de Soda Stereo(A História de Soda Stereo)
Soda Stereo nace a principios de 1982 con la unión de Gustavo Cerati, Zeta Bosio y Charly Alberti. Luego de un año de conformación realiza como trío su primer show profesional en una discoteca y comienza a recorrer el circuito underground de Buenos Aires haciéndose conocer, junto a otros personajes emergentes (Sumo, Los Twist, Melero, etc.) en lugares como Zero, Einstein y Stud Bar.
El 14 de Diciembre del '84 presenta en el teatro Astros su primer álbum, "Soda Stereo", producido por Federico Moura, líder de Virus. En Marzo del '85 la banda participa en el Festival Chateau Rock ante 15 mil personas, siendo la revelación del mismo. En Octubre interviene en el Festival Rock & Pop, junto a INXS, Nina Hagen y John Mayall. La popularidad del grupo se propaga.

En Abril del '86, 22 mil espectadores revientan las cuatro funciones que sirven para presentar su segundo disco, "Nada Personal" en el estadio de Obras Sanitarias de Buenos Aires. A fines del '86 se concreta la primera gira latinoamericana, que abarca Colombia, Ecuador, Peru, Chile y Venezuela. En Febrero del año siguiente, Soda Stereo participa como invitado estelar del Festival de Viña del Mar donde se registran 120 casos de histeria colectiva-, y dos meses después bate récords de publico al debutar en Paraguay. Hacia fines del '87 México le abre sus puertas: 36 mil personas asisten a los once conciertos que la banda realiza a lo largo y a lo ancho del país.

Ya en Junio del '88, Soda graba "Doble Vida" en Nueva York con la producción artística de Carlos Alomar, guitarrista que trabajo con John Lennon, Paul McCartney, David Bowie y James Brown, entre otros. El mismo Alomar viaja a Buenos Aires para tocar en la presentación del disco, plasmada en un memorable concierto al aire libre ante 25 mil espectadores, el 3 de diciembre de ese año. Pocos días después, la banda pone un digno broche al festival "Tres Días por la Democracia", el evento más multitudinario hasta entonces, en toda la historia del espectáculo en la Argentina, y sacude a las 150 mil personas que desbordan la Avenida 9 de Julio. En 1989, Soda supera el primer millón de placas vendidas y encara su quinta gira por el continente americano, periplo que culmina en Diciembre con dos exitosos shows en el mítico The Palace, de Los Angeles; la puerta a los Estados Unidos queda abierta.

En Enero del '90 tras un largo año de ausencia de los escenarios argentinos, el grupo comparte con el dúo británico Tears for Fears un concierto en el estadio Velez Sarsfield. Su performance deslumbra a los 32 mil espectadores, a la crítica especializada y a los artistas extranjeros. A mediados del mismo año registran en Miami su sexto álbum, "Canción Animal", y al poco tiempo se imponen en Puerto Rico. En Octubre, Soda Stereo emprende la gira nacional más espectacular que recuerde la historia del rock en Argentina, llevando durante dos meses a 30 ciudades del interior del país varias toneladas de equipos, dos escenarios móviles y una troupe de 70 personas a través de un recorrido de 14 mil kilómetros, con una recordada presentación ante 45.000 personas en el estadio Velez Sarsfield.

El '91 los encuentra finalizando la "Gira Animal" con un histórico concierto en el cotizado balneario uruguayo de Punta del Este. A eso le continuó una gira a Venezuela, un desembarco promocional con "Canción Animal" en España y la preparación para una serie de conciertos en el teatro Gran Rex de Buenos Aires. Las entradas se agotan rápidamente, se agregan fechas y Soda Stereo marca otro hito en el rock latinoamericano logrando con 14 funciones a sala llena , el récord de shows en una sala de teatro. El 9 de Julio del mismo año se registra el concierto que luego formaría parte de su siguiente producción discográfica, "Rex Mix". Continúan shows en Colombia, la producción de clips, shows en Venezuela y un regreso a Buenos Aires para cerrar el año de manera inolvidable en un escenario al aire libre y de acceso gratuito, ubicado en la intersección de las dos avenidas mas importantes de la ciudad. Soda Stereo sorprendió y se vió sorprendido por los 250.000 espectadores que se reunieron. La primera mitad de 1992 transcurre con shows en los estadios de las principales ciudades argentinas.

Es en Mayo del '92 que vuelan a España donde realizan shows en Barcelona, Valencia, Sevilla y dos conciertos en Madrid. Los ensayos y conciertos realizados en esta gira definieron la dirección sonora que dominará en la siguiente etapa . A su regreso dan comienzo a las sesiones de preparación del disco "Dynamo", que sería publicado en Septiembre de ese año y presentado con un ciclo de conciertos en el estadio Obras de Buenos Aires. Varios shows en Paraguay, Chile, Venezuela y una gira de 45 días en México los tienen ocupados hasta Abril de 1993. A partir de entonces los Soda Stereo, después de mas de 10 años en la ruta deciden tomar distancia.

Cada uno de ellos realiza tareas independientes; Gustavo Cerati graba "Amor Amarillo", su primer disco solo; Zeta Bosio se dedica a la producción artística de nuevas bandas como "Aguirre" y "Peligrosos Gorriones"; y Charly Alberti forma, junto a Déborah de Corral, el grupo "Plum" con el que edita un disco.
Es a fines de 1994 que vuelven lentamente a juntarse para comenzar con lo que se convertiría en "Sueño Stereo". El primer disco con la compañía BMG, fue lanzado el 29 de Junio de 1995, y a solo 15 días de su edición en Latinoamérica, se convirtió en disco platino; llevando al grupo a una gira por Venezuela, Colombia, Perú, Chile, Honduras, Panamá, Costa Rica, México y U.S.A. hasta Marzo de 1996.
Tras esa gira la banda decide separarse y en 1997 realizan una corta gira de despedida que terminaría el 20 de Septiembre con su último concierto en el Estadio River Plate de la ciudad de Buenos Aires.

Tirado do site:
http://sodastereo.com/historia/
Fotos do Show ao vivo no Estádio do River em Buenos Aires

Post feito ao som de Soda Discografia completa e show ao vivo no River.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Plata Quemada "Cine Argentino"


Cine Argentino
Plata Quemada

Um filme de 2000 produzido pela Argentina, Uruguay, França e Espanha é um filme argentino dirigido por Marcelo Piñeyro. Com um elenco protagonizado por Leonardo Sbaraglia, Eduardo Noriega, Pablo Echarri, Leticia Brédice, Héctro Alterio entre outros.

O filme relata a verdadeira história de uma dupla de assaltantes conhecidos como "Los Mellisos" ou "Os Gêmeos" amantes e marginais que em 1965 fogem da Argentina com 7 milhões de pesos e se refugiam no Uruguai, juntamente com o resto da quadrilha. Nene e Angel são contratados para interceptar um carro forte, mas o roubo na verdade foi uma cilada para a dupla. O relacionamento entre os dois bandidos, além de explícito é muito conturbado. "El Nene" é o lado inteligente e esperto e "Angel" é o lado imaturo, tornando-se um fanático religioso, carregando a culpa pela sua vida bandida e homossexual, além de ouvir vozes que o atormentam. O filme se baseia em fatos reais no quais vários delinqüentes porteños realizaram um grande assalto no qual várias pessoas morreram na cidade de Buenos Aires. Em uma noite de novembro de 1965 foram cercados pela polícia uruguaia que após 14 horas e milhares de balas atiradas no apartamento, terminou com um saldo de vários mortos, entre os policiais e os bandidos.

Trilha Sonora(Banda Sonora) Plata Quemada

01. Osvaldo Fresedo and Dizzy Gillespie - Vida Mía
02. Brenda Lee - Pretend
03. Adriana Varela - Vida Mía
04. Héctor Pacheco - Vida Mía
05. Los 5 Latinos - Juntitos Juntitos
06. Edoardo Vianello - Guarda Come Dondolo
07. Rita Pavone - CorazóN
08. Chico Novarro - Cumbia Bendita
09. Johnny Tedesco - Y Mi Alma Lloró
10. Chico Novarro - Un Sombrero De Paja
11. Edoardo Vianello - Abbronzantisima
12. Dale Hawkins - Sussie Q
13. The Troggs - Wild Thing
14. Mis Noches Sin Ti
15. Bill Haley & the Comets - Land of 1000 Dances
16. Billie Holliday - I'll Wind
17. The Trashmen - Surfin' Bird
18. Edmundo Rivero - Dónde Estás
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Trecho do filme..


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domingo, 28 de outubro de 2007

Edoardo Vianello "Guarda Come Dondolo"

Edoardo Vianello "Guarda Come Dondolo"
Clássico italiano do filme
"Canzoni in Bikini" de Giuseppe Vari de 1963. Nos anos 60 a música italiana do estilo "Musicarello" estourava em todos os países, essa é uma das mais famosas músicas italianas, citada e tocada em vários filmes como "Plata Quemada" http://insalatamiste.blogspot.com/2007/10/cine-argentino-plata-quemada-um-filme.html tema do "El Cuervo" interpretado por Pablo Echarri e no seriado "Anos Rebeldes" tema da "Helóisa" interpretada pela atris Claúdia Abreu, um cult dos anos 60.


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domingo, 21 de outubro de 2007

Salvador Puig "Cine Espanhol"

Cine Espanhol
Salvador Puig Antich
Um filme de Manuel Huerga, interpretado por Daniel Brühl. Salvador é um filme chocante, elétrico e ao mesmo tempo triste, pois já sabemos a história do protagonista. A história real do militante, assaltante de bancos e anarquista Salvador Puig Antich, integrante do grupo Movimiento Ibérico de Liberación, cuja execução, em 1974, a última realizada na Espanha com o método do garrote vil, instalou uma polêmica que ajudou a decretar o fim da ditadura franquista e o retorno da democracia ao país. O filme acompanha as desesperadas tentativas da família, dos colegas e dos advogados de Salvador para evitar sua execução. O roteiro é baseado no livro Compte Enrere, do jornalista espanhol Francesco Escribano. Esse filme mostra enlaces de outras ditaduras como a chilena, que antes de vê-lo vi outro incrível filme-documentário chamado "La Batalla de Chile".


O filme segundo seu realizador, está baseado em "fatos reais" rigorosamente documentados que aconteceram em um período recente da história espanhola, no fim do "franquismo", a ditadura do General Franco, uma etapa relativamente virgem do ponto de vista cinematográfico. Isso permite uma recuperação do cenário sociológico que apela a uma memória coletiva, tanto dos que viveram naquela época como também do público jovem que pode encontrar elementos de identificação com o personagem, a quem verão como um rebelde com causa, amante de uma vida que vivenciou, lutando com todas suas forças contra a injustiça, a mediocridade e o conformismo. Nesse sentido, o filme é um novo e contudente legado contra a pena de morte.



A História do real Salvador Puig
Salvador Puig Antich (Barcelona, 1948-1974) foi um anarquista espanhol, ativo durante a década de 60 e começo dos anos 70, que morreu executado pelo regime franquista, depois de ser julgado por um tribunal militar, acusado do assassinato do sub-inspetor da "Brigada Político Social Francisco Anguas Barragán en Barcelona" que morreu devido ao tiroteio em que o culpado seria Puig Antich, nesse local ele foi capturado e logo condenado a morte pelo fato ocorrido. Filho de uma família trabalhadora, Salvador era o terceiro de seis irmãos. Seu pai, Joaquín Puig, foi militante do "Acció Catalana" durante a república. Exilado na França no campo de refugiados de "Argeles", foi condenado a morte quando volto ao seu país natal e indultado no último momento. Salvador estudou no colégio religioso "La Salle Bonanova" até que foi expulso por indisciplina. Aos dezesseis anos, no Instituto Maragall conheceu Javier Garriga e os irmãos Solé Sugranyes, Oriol e Ignacio, todos futuros companheiro no "Movimento Ibério de Liberación" o "MIL".

Os episódios do Mayo Francês em 1968 foram decisivos para que Puig decidisse entrar na luta contra a ditadura franquista. Sua primeira militância seria nas plataformas de "Comisiones Obreras", formando parte da "Comisión de Estudiantes" do Instituto Maragall. Depois de iniciar seus estudos universitários de Ciências Econômicas, presta o serviço militar em Ibiza, onde foi destinado a enfermaria do quartel. Depois de sua dispensa, se incorpora ao MIL e entrando na luta armada. Participa fortemente nas ações do grupo, geralmente realizando assaltos a banco. Tais assaltos se destinavam a publicar os manifestos e ações clandestinas do grupo e ajudar aos companheiros detidos. Puig e seus companheiros se moviam com facilidade no mundo da luta clandestina e viajavam com freqüência ao sul da França, onde se relacionaram com velhos militantes cenetistas.



Algumas cartazes de Salvador e Trecho do Filme..

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sábado, 13 de outubro de 2007

Machuca "Cine Chileno"



Filme: Machuca.
Diretor: Andrés Wood.
Roteiro: Andrés Wood, Eliseo Altunaga, Roberto Brodsky y Mamoun Hassan.
Atores: Matías Quer, Ariel Mateluna, Manuela Martelli, Ernesto Malbran, Aline Küppenheim, Federico Luppi.
Música: Miguel Miranda, José Miguel Tobar.
Fotografia: Miguel Joan Littin M.
Chile: 2004, 115 minutos.



Machuca é um filme desses que colocam a gente para pensar. Como diz o meu professor de Teoria Literária aqui usamos a Teoria dialógica, vemos além do filme. Ele se passa um pouco antes do Golpe de 1973, onde Pinochet impõe o poder sobre Salvador Allende. Gonzalo estuda em um exclusivo colégio de Santiago o Saint Patricks, ali chegam um grupo de meninos pobres, que forma parte de um programa de integração. Assim se conhecem Gonzalo Infante e Pedro Machuca, que serão amigos com o decorrer da trama, em torno disso, vemos a situação em que a nação chilena se encontra, com uma crise prestes a explodir. Umas das partes que me mais chamou atenção foi a parte do muro, que quando o país estava em crise diz: "No a la guerra civil", quando a crise explodiu o muro diz: " A la guerra civil" e já no fim do filme, quando o regime de Pinochet está imposto o muro está apagado. Isso me fez refletir muito. 

No filme aparecem vários pontos mostrando a nação chilena, a sua pobreza e o seu sofrimento. Em meu ponto de vista, Machuca simboliza a fração pobre do Chile, ou seja, a maior parte, Gonzalo a fração rica, que tem acesso a comida, cigarro e outras coisas. No regime de Allende essas duas nações viviam juntas, apesar das diferenças, mas no regime de Pinochet é mostrado claramente que isso é impossível. Outra parte interessante do filme é o símbolo da "lata de leche condesada", que unia os dois meninos com a menina, ali representada pela nação chilena, já no fim do filme isso é interrompido, pois a "nação" morre e essa amizade é terminada de forma trágica.

Nesse filme vemos a visão de um menino no ano de 1973, época em qual o ocorre essa grande ruptura. O Estado fica na mão dos militares, onde as diferenças sociais são extremas. No filme, vemos que o dinheiro faz toda a diferença, que tem o poder é quem tem dinheiro. O dinheiro sobrepõe os principios, os valores e os ideais. Esse é um grande filme que merece ser visto e apreciado, com a incrível atuação dos dois meninos, Matías Quer (Gonzalo) e Ariel Mateluna (Machuca). São dois meninos de onze anos que vivem em Santiago, o primeiro vive em um bairro de classe alta e o segundo em uma favela. O Padre Mc Enroe, diretor do colégio religioso, integra a elitista instituição alguns garotos de famílias pobres de poucos recursos. No governo de Salvador Allende isso era possível, já no regime militar de Pinochet, não. Pedro e Gonzalo estudam na mesma sala e entre eles crescerá uma bonita amizade, ainda que seja no meio de tantas turbulências sociais e políticas.



Este é o argumento dessa obra escrita e dirigida por Andrés Wood, projeto entre cujas as intenções se encontram primordialmente no tempo e no lugar, uma amostra do político e do social desde o sentimental vivido na época. Wood, nasceu no Chile em 1965, portanto viveu na sua própria carne e na sua infância os feitos históricos que se mostravam. O trágico se marca desde o começo, com os antecedentes históricos que o espectador conhece, quando aparece os novos alunos, os garotos de famílias sem recursos, se misturam com os garotos da classe alta. O filme se concentra no político e na sua tragédia e está interiorizado ao centralizar a narração da amizade entre os meninos e ao mostrar dessa perspectiva a possibilidade do respeito mutúo, compartilhando a aprendizagem, confissões, brigas e até as primeiras experiências sexuais.

O roteiro do filme se justapõe com talento dos planos narrativos, que são os testemunhos histórico-sociológico e em oposição com esses elementos, a progressiva intimidade que surge entre os dois amigos e logo depois com Silvana a vizinha de Machuca. No retrato da amizade entre os dois amigos o diretor opta pelo lado do romantismo e que serve de fórmulas simbólicas como a bicicleta. O retrato da amizade incondicional é quebrado pela própria bicicleta. Algo também interessante do filme é a relação adúltera da mãe de Gonzalo, ela o faz sem nenhum pudor na frente do filho, mostrando vícios da alta burguesia e até a quebra dos valores que são defendidos. 


Um dos pontos chave do filme é quando o padre , antes de abandonar a escola, vai ao sacrário e come todo o corpo de Cristo, para depois dizer "este lugar ya ha dejado de ser la casa del Señor", vemos que os valores católicos ali também podiam sustentar o modelo social que Allende defendia, que o nome de Deus não entende de política. Ali víamos dois padres, um defendendo o regime e o outro padre que era "rojo". Quem sabe o diretor foi um Gonzalo, aquele menino que chegou a sair da sua pequena vida e conheceu outro mundo e depois teve que ser obrigado a voltar a sua antiga vida, depois que ele conheceu o outro mundo, teve outra forma de pensar e seus ideais mudaram para sempre.



Várias propagandas sobre Machuca pelo mundo.

Trecho do Filme..


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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Literatura e Cinema Político..


Literatura e Cinema Político
Ditadura no Brasil(1964-1985)

O assunto agora são os livros, mas ultimamente o que tem me chamado a atenção são os que falam do do período ditatorial, e sinceramente é uma literatura que me fascina. Uns dos primeiros que li foi do Zuenir Ventura "1968; O Ano que Não Terminou" do Fernando Gabeira "O Que é isso Companheiro", alguns do Eduardo Galeano como, "Las Venas Abiertas de América Latina", "Dias y Noches de Amor y de Guerra", "O Teatro do Bem e do Mal", Carlos Eugênio Paz "Viagem à Luta Armada" entre outros, sobre o livro de Gabeira, ocorrem vários problemas e envolvimentos no sequestro do embaixador dos Estados Unidos em 1969, mas precisamente no mês da pátria, ou seja, em setembro. Os Livros do Elio Gaspari são recheados de fotos e fatos inclusive sobre o seqüestro, mas falam de outros assuntos peculiares como a Guerrilha do Araguaia, O possível atentado ao Gasoduto no Rio, Parasar e etc.

Esse também é tema importante no qual fala Zuenir Ventura em uma de suas obra dos anos oitenta que não fala somente de política, mas do panorama cultural e artístico do Brasil nesse período. Um outro que chama muito a atenção pelo seu contéudo é "Combate nas Trevas" de Jacob Gorender, que entres tantos assuntos enfatiza o envolvimento de Marighella na Guerrilha e no PCB falando da sua trágica morte em São Paulo. Todos são ótimos livros para quem queira entender um pouco mais sobre esse período de sofrimeto tanto para os politizados como para a população alienada como eles mesmo diziam. No final das contas todos nos sofremos com isso, pois todos foram afetados de alguma maneira.

Obras de Escritores Brasileiros e Latinoamericanos
1968 o Ano que não terminou "Zuenir Ventura"
O Que é isso Companheiro? "Fernando Gabeira"
Ditadura Escancarada "Elio Gaspari"
Ditadura Encurralada "Elio Gaspari"
Ditadura Envergonhada "Elio Gaspari"
Combate Nas Trevas "Jacob Gorender"
Mulheres Que foram à Luta Armada "Luiz Maklouf Carvalho"
Viagem à Luta Armada "Carlos Eugênio Paz"
Nas Trilhas da ALN: Memórias Romanceadas "Carlos Eugênio Paz"
História Indiscreta da Ditadura e da Abertura Brasil: 1964-1985 "Ronaldo Costa Couto"
Las Venas Abiertas de América Latina "Eduardo Galeano" América Latina
Dias e Noites de Amor e de Guerra "Eduardo Galeano" América Latina
Um grito de Coragem, Memórias da Luta Armada "Renato Martinelli"
A Revolução Impossível, A Esquerda e a Luta Armada no Brasil "Luis Mir"
Brasil: Nunca Mais "Mitra Arquidiocesana de São Paulo"
A Revolução Faltou ao Encontro "Daniel Aarão Reis Filho"
Ditadura Militar, Esquerdas e Sociedades "Daniel Aarão Reis Filho"
O Fantasma da Revolução Brasiliera "Marcelo Ridenti"
Que História é Essa? "Marcelo Ridenti"

Alguns filmes Brasileiros e Latinoamericanos baseados ou romanceados sobre o período
Lamarca "Sérgio Rezende" Brasil
O Que é Isso Companheiro? "Bruno Barreto" Brasil
Batismo de Sangue "Helvécio Ratton" Brasil
Cabra Cega "Toni Venturi" Brasil
Araguaia(Guerrilha do Araguaia) "Ronaldo Duque" Brasil
La História Oficial "Luiz Puenzo" Argentina
La Noche de Los Lápices "Héctor Olivera" Argentina
Machuca "Andrés Wood" Chile
La Batalla de Chile "Documentário" Chile
Vlado 30 Anos Depois "João Batista de Andrade"
Zuzu Angel "Sérgio Rezende" Brasil
Diário de Motocicleta "Walter Sales" Latin/USA
Salvador Antich Puig "Manuel Huerga" Espanha
Cautiva "Gastón Birabent" Argentina
Juicio a las Juntas Argentinas "Documentário" Argentina
Kamchatka "Marcelo Piñeyro" Argentina

Além de outros incontáveis títulos não incluídos na lista..

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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

+ Brasília..


Bandeira Nacional (Ordem e Progresso)
Brasiliense é o nome que se dá a quem nasceu em Brasília. Candango é o termo dado a quem vive em Brasília, veio na época da construção, mas não nasceu na cidade. Atualmente também tem sido utilizado por alguns brasilienses para se identificarem. De origem africana, Candango significa "ordinário", "ruim", e era a denominação que se dava aos trabalhadores que participaram da construção de Brasília. Já segundo o Dicionário de Folclore para Estudantes, "candango" é palavra do dialeto quimbundo, da região da atual Angola, com a qual os africanos escravizados nomeavam os senhores de engenho.

Teatro Nacional (Sala Villa Lobos..) e Monumento a JK

Monumento a Juscelino, Criador de Brasília, Geografia de Brasília

Brasília se localiza a 15°50’16" sul, 47°42’48" oeste a uma altura de 1.000 a 1.200 metros acima do nível do mar no chamado Planalto Central, cujo relevo é na maior parte plano, apresentando algumas leves ondulações. Fauna predominantemente típica de cerrado. Em alguns lugares da cidade é possível observar-se espécies de gimnospermas, como os pinheiros e também diversos tipos de árvores provenientes de outros biomas brasileiros.

Praça dos Três Poderes, Palácio do Planalto

Clima de Brasília
O clima é tropical de altitude, com um verão úmido e chuvoso e um inverno seco e frio. A temperatura média anual é de cerca de 19,8ºC, podendo chegar aos 29,7ºC de média das máximas em setembro, e aos 12,9ºC de média das mínimas nas madrugadas de inverno em julho. A mínima absoluta histórica foi de 1,6ºC em 1975 (Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) sendo acompanhada de uma geada. A máxima absoluta histórica foi de 34,5ºC no ano de 1964 (Fonte: Inmet). A temperatura, porém, varia de forma significativa nas áreas menos urbanizadas, onde a média das mínimas de inverno cai para cerca de 10ºC. A umidade relativa do ar é de aproximadamente 70%, podendo chegar aos 20% ou menos no inverno.

Os Candangos, A Justiça
Museu Lúcio Costa (Maquete de Brasília)
Post ao som de Sui Generis "Rasguña las Piedras" , "Oleada" Coti, "Giros" Fito Paez, "Puente" Gustavo Cerati, "La Espada y La Pared" Los Trés .
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sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Brasília, Capital da Esperança..


Vista da Torre de TV, Congresso Nacional, Esplanada dos Ministérios

Cidade de Brasília
Brasília é a capital da República Federativa do Brasil, localizada no território do Distrito Federal.


Torre de TV

Também conhecida como "Capital da Esperança", título dado pelo escritor francês André Malraux, foi inaugurada em 21 de abril de 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitschek, sendo a terceira capital do Brasil. A partir desta data iniciou-se a transferência dos principais órgãos da administração federal para a nova capital com a mudança das sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais. No último censo realizado pelo IBGE (2000) foi indicada uma população de 2,05 milhões de habitantes sendo 1,96 milhão na área urbana e cerca de 90 mil na área rural. As últimas projeções (IBGE 2004) indicam que a população total já esteja em cerca de 2,36 milhões de habitantes. Está situada na Região Centro-Oeste.

Museu de Brasília


Catedral de Brasília e os Sinos

O plano urbanístico da capital, conhecido como "Plano Piloto", foi feito pelo urbanista Lucio Costa, que também concebeu o Lago Paranoá, o qual armazena 600 milhões de metros cúbicos de água. Muitas das construções da Capital Federal foram projetadas pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer, o que a torna internacionalmente conhecida como a cidade com maior número de obras do arquiteto.


Anjos no teto da Catedral de Brasília

Segundo o geógrafo Aldo Paviani, Brasília é constituída por toda a área urbana do Distrito Federal, e não apenas a parte tombada pela UNESCO ou a região central, pois a cidade é polinucleada, constituída por várias regiões administrativas, de modo que as regiões perífericas, estão articuladas às centrais, especialmente na questão do emprego, e não podem ser entendidas como cidades autônomas. Essa posição acadêmica é sustentada juridicamente pela Constituição Federal de 1988, que no artigo 32 define Brasília como una, e proíbe taxativamente que seja dividida em municípios.

Post ao som de Soda Stereo, La Cupula, Sobredosis de TV y Hombre al Agua (Todos del Album El Ultimo Concierto 1997 en River.)
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segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Anos Rebeldes "Trilha Sonora" Discos


Anos Rebeldes "Trilha sonora"

Baby - Gal Costa e Caetano Veloso
Sapore di Sale - Gino Paoli
Carta ao Tom - Toquinho e Vinícius
Can't Take My Eyes of You - Frankie Valley & The Four Seasons
Mascarada - Emílio Santhiago
Alegria Alegria - Caetano Veloso
Going Out of My Head - Sérgio Mendes
Monday Monday - The Mamas & The Papas
There's a Kind of Hush - Herman's Hermits
Soy Loco por Ti America - Caetano Veloso
Discussão - Silvinha Telles
Call Me - Chris Montez
Senza Fine - Ornella Vanoni
Guatanamera - Edom e Felipe
The House of the Rising Sun - Edom e Felipe

Trilha Sonora incrível do Seriado Anos Rebeldes, a abertura com "Alegria, Alegria", as italianas "Sapore di Sale", "Senza Fine", além de "Edoardo Vianello "Guarda Come Dondolo" que não está incluída no CD, mas a escutamos no seriado, as latinas "Guantanamera" e "Soy loco por Tí América" e as clássicas de bailes "Call Me" e "Can't Take My Eyes of You".

Sonoplastia: Adirson Sansão
Produção Musical: Edom de Oliveira e Felipe Reis
Direção Musical: Mariozinho Rocha
Coordenação Musical: Gilberto Braga
Tema de Abertura: Alegria, Alegria "Caetano Veloso"
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domingo, 5 de agosto de 2007

Anos Rebeldes "Minissérie"

Anos Rebeldes
Minissérie TV Globo, Gilberto Braga

A seqüência de Anos Dourados, Anos Rebeldes, obra de Gilberto Braga com direção de Dennis Carvalho, notavelmente inspirada no livro de Zuenir Ventura "1968; O Ano que Não Acabou" e "Os Carbonários" de Alfredo Sirkis, entre outras referências da época, é uma minissérie brasileira transmitida pela Rede Globo entre 14 de julho e 14 de agosto de 1992 totalizando 20 capítulos, logo após disponibilizada em DVD triplo pela Globo Video e Som Livre.

O Cenário é o Rio de Janeiro da classe média e a trama segue o romance entre os jovens Maria Lúcia e João Alfredo e a trajetória de um grupo de amigos do tradicional Colégio Pedro II desde 1964 até 1979. Maria Lúcia é a jovem individualista, traumatizada com a história do pai e quando ela conhece João vê o mesmo perfil de seu pai. Ele é um jovem de classe média extremamente politizado e ao se apaixonar por Maria Lúcia, fica dividido entre o relacionamento e a militância política. Apesar de se amarem, eles vivem um conflito, o namoro se torna difícil quando ele decide entrar para luta armada, terminando na definitiva separação, ela se casa com Edgar grande amigo de João e este é perseguido pela ditadura que acaba sendo obrigado a sair do país.

Entre os companheiros de João está Heloísa, antiga amiga de Maria Lúcia e filha do poderoso banqueiro Fábio Brito, que ajudou a financiar o golpe militar de 1964. De garota rica e mimada, Heloísa dá uma reviravolta em sua vida ao entrar para luta armada. O destino dos personagens está diretamente ligado ao momento político do país, que não atua, na minissérie, apenas como pano de fundo, como ocorreu com o período histórico da minissérie Anos Dourados, também de Gilberto Braga.

Cenas e Curiosidades
Elenco protagonizado pelos atores Malu Mader, Cássio Gabus Mendes, Cláudia Abreu, Marcelo Serrado, Pedro Cardoso, José Wilker entre outros. Grande parte das cenas foi filmada em estúdio. O Teatro Opinião e parte do Cinema Paissandu foram reconstituídas pelo cenógrafo Mário Monteiro e pela produtora de arte Cristina Médicis. O cineasta Sílvio Tendler foi o responsável por uma extensa pesquisa em fotos, recortes de jornais, arquivos da TV Globo e a Cinemateca Brasileira de São Paulo. Algumas cenas foram gravadas em preto e branco em 16 mm para fundir com o material de arquivo. Anos Rebeldes foi reprisada duas vezes e logo depois pode ser reevista no canal Multishow.

Antológica a cena do último capítulo em que Heloísa, personagem magistralmente feito por Cláudia Abreu, é brutalmente assassinada. Anos Rebeldes também ganhou uma versão literária, adaptada por Flávio de Campos. O livro homônimo foi lançado pela Editora Globo, em 29 de julho de 1992. Isabel Diegues, filha de Nara Leão e Cacá Diegues, interpretou a mãe na minissérie, nas cenas do Teatro Opinião.

A minissérie foi exibida durante uma grande manifestação popular que entrou para a história do Brasil o "Impeachment de Fernando Collor de Mello". Jovens saíram com a cara pintada fazendo protestos contra o atual presidente. Inclusive de acordo com a Folha de São Paulo os manifestantes cantavam "Alegria, Alegria" de Caetano Veloso, música que abria a minissérie. Alguns atores como Bete Mendes, Francisco Milani e Gianfrancesco Guarnieri sofreram repressão na época do golpe e contaram sua história.

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sábado, 4 de agosto de 2007

Anos Dourados "Trilha Sonora" Discos


Anos Dourados "Trilha sonora"
When I Fall In Love - Nat King Cole
Franqueza - Maysa
Tu Me Acostumbraste - Roberto Yanes
Por Causa de Você - Dolores Duran
I Apologize - Billy Eckstyne
Patricia - Perez Prado
All Of You - Ella Fitzgerald
Alguém Como Tu - Dick Farney
What a Difference a Day Makes - Dinah Washington
Accarezzame - Teddy Renno
As Praias Desertas - Elizeth Cardoso
Smoke Gets In Your Eyes - The Platters Mon Manege à Moi - Edith Piaf
Anos Dourados (Instrumental) - Tom Jobim

Sonoplastia: Adirson Sansão
Produção Musical: Gilberto Braga
Direção Musical: Sérgio Saraceni
Tema de Abertura: Anos Dourados, Tom Jobim

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quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Anos Dourados "Minissérie"


Anos Dourados Minissérie, Gilberto Braga
Anos dourados é uma minissérie brasileira produzida pela Rede Globo e exibida pela primeira vez em 1986. Foi escrita por Gilberto Braga e dirigida por Roberto Talma. Com um elenco primoroso composto por Malu Mader, Felipe Camargo, Isabela Garcia, Betty Faria, José de Abreu entre outros. Na década de 50 no Rio de Janeiro mais precisamente no bairro da Tijuca, o amor de dois jovens Lurdinha e Marcos tem de enfrentar diversos obstáculos para prosseguir. Conta também o romance de Glória, a mãe de Marcos, mulher desquitada, com um homem casado, o major Dornelles, que vive com Beatriz um casamento enfraquecido.

A minissérie foi exibida entre 5 de maio de 30 de maio de 1986 em 20 capítulos. Dirigida por Gilberto Braga com um texto belíssimo e com um irresistível apelo nostálgico. Ela foi reprisada três vezes pela Rede Globo e logo depois reevista pelo canal Multishow. O tema de abertura era a canção homônima de Tom Jobim, o tema da abertura era apresentado em versão instrumental. Por quase 10 anos ela foi a minissérie de maior audiência na TV Globo.

Em 1986, o último capítulo apresentou o destino dos personagens alguns anos depois. Nas reprises posteriores, o final não é apresentado, sendo substituído por uma edição de cenas da minissérie acompanhadas de "Anos dourados" cantada por Maria Bethânia. O final original só pode ser revisto no DVD, lançado em 2003. Em 2006, a Editora Globo lançou a minissérie em DVD, em dois volumes.
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domingo, 29 de julho de 2007

Rio PAN 2007.. (4)

Por Terras Cariocas "Rio de Janeiro"
Pan Americano do Rio de Janeiro 2007

No dia 21/07 fomos ver as provas de Hipismo e CCE em Deodoro, além desses o Complexo abriga as provas de Hoquéi sobre a Grama e provas de Tiro. No Complexo vimos muitos cavaleiros e amazonas, delegações do Uruguai, Chile e Canadá, além de vermos os cavalos mais bonitos e bem cuidados das Américas. Terminamos o passeio mais uma vez na praia, Feirinha de Copacabana e Feira do Turismo dos Estados Brasileiros. Como eu adoro o Rio de Janeiro.


Fotos: Complexo de Deodoro, CCE, Quadros e Pinturas, Feira de Copacabana, Quiosques na Orla, Salão do Turismo em Copacabana, Vista do Maracaña, Bairro da Urca, Arcos da Lapa, Praia do Leme e Calçadão de Copacabana, Mãos e Rosto do Cristo Redentor.

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